Archive for the 'Sexo nas Bancas' Category

Jun 29 2007

Sexo nas Bancas

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Luana é bacana, mas Paula é Aguiar

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O Sexo nas Bancas pede desculpas ao leitor por sair atrasado este mês. O problema é que fiquei esperando o esperado – ou aguardando o aguardado, ansiando pelo ansiado e por aí vai… – ensaio de Luana Piovani na “Trip”. Confesso que errei. Errei, pelo menos, do ponto de vista voyeurístico, embora jornalisticamente tenha feito apenas minha obrigação. Acontece que as fotos sensuais da famosa atriz publicadas com grande fanfarra pela revista moderninha paulistana, apesar de clicadas com a competência habitual por JR Duran, passam longe, muito longe de esquentar este frio junho. Alguém precisava dizer isso, então digo eu. Podem começar a atirar pedras, tomates e latinhas de cerveja. Eu espero.

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Mai 13 2007

Sexo nas Bancas

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Longe de mim querer transformar esta coluna em espaço para teses sociológicas ou semelhantes frescuras. Mas, ao passar diante das bancas de jornais neste gélido início de maio, não pude deixar de notar que a cultura da celebridade instantânea havia atingido seu clímax no país. Nada mais nada menos do que quatro grandes revistas masculinas brasileiras estampam nas suas capas ex-participantes do “Big Brother Brasil”: Carol na “Playboy”, Flávia na “Sexy”, Íris na “VIP” (que também oferece Carol como capa alternativa) e Mariana (da edição passada do programa) na “UM”. Até no mundo das peladonas, tá tudo dominado. Não tem mais pra revelação global, mulher de pagodeiro ou esportista do ano.
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Abr 14 2007

Sexo nas Bancas

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Chega um momento na vida em que todo homem, como Sofia, precisa fazer escolhas difíceis. Este mês a disputa pelo troféu Sexo nas Bancas me armou uma dessas ciladas: favorita óbvia, ululante, cantada em prosa e verso e turbinada pela audiência massificada do Big Brother Brasil, a fogosa Fani se viu de repente desafiada por duas mulheres de primeiríssima qualidade, daquelas capazes de levar um homem a fazer uma grande besteira – largar a família, filiar-se ao DEM ou alguma coisa igualmente drástica. Pois é: quando ninguém mais esperava concorrência alguma, eis que colaram na traseira de Fani (opa!), buzinando e piscando os faróis para pedir passagem, ninguém menos que Lavínia Vlasak e Juliana Silveira, duas atrizes de fora do esquema global, mas de beleza perturbadora e quase dolorosa. Precisava? E agora?
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Mar 16 2007

Sexo nas Bancas

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A tese de que as coisas no Brasil só começam a funcionar de verdade depois do Carnaval – isto é, até o ponto em que as coisas funcionam no Brasil – acaba de ganhar o reforço das bancas de março. Depois de um janeiro fraquinho e um fevereiro meia-bomba, 2007 começou para valer com uma safra fortíssima que promete deixar aquele nobre voyeur de dinheirinho contado, público-alvo da coluna, coçando a cabeça embatucado. Embora a “Trip”, como já está virando rotina, tenha atrasado demais para participar da disputa do troféu Sexo nas Bancas, a briga está antológica: duas louraças de converter eunuco – Eloah Uzêda na “Playboy” e Jacky Petkovic na “Vip” – se atracam (apenas metaforicamente, lamento esclarecer) com duas moreníssimas da cor brasileira, Raica na “UM” e Thatiana Pagung na “Sexy”.

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E agora? Todas as quatro foram fotografadas com talento e profissionalismo. Todas encaram as lentes com malícia, como se por trás do cristal pudessem, magicamente, adivinhar você, leitor, em sua individualidade patética e pidona. Todas com pinta de mulher de verdade, isto é, nenhuma delas exibindo peitos que parecem balões de aniversário, olho de vidro ou boquinha de borracha – isto é, pelo menos não explicitamente, eis aí todo o segredo. No entanto, se a disputa é tão dura, por que será que a vitória, depois de uns poucos segundos de hesitação, fica indiscutivelmente com Eloah e seu jeitão de deusa folk, cabelos louros compridos, botas de pele e – ui – mais nada? Leia texto na íntegra.

Por Santiago P. Fusco

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Fev 09 2007

Sexo nas Bancas

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Em semana de estréias, o CAIXA PRETA orgulhosamente apresenta: Sexo nas Bancas. De periodicidade mensal, a publicação trata de uma análise bem humorada e crítica das principais revistas do gênero. Utilizando-se sempre de bom humor e respeito para com as nossas leitoras, que são maioria nos comentários dos posts, essa coluna vai agradar tanto os Caixolas, quanto as Caixetas. Dito isso, deliciem-se.

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As bancas de fevereiro permitem ao voyeur mais chegado a um enfoque analítico – nada incompatível, ao contrário do que muitos imaginam, com sua atividade-fim – um interessante estudo sobre um conflito filosófico que hoje está no próprio coração da indústria da nudez. Verdadeiro contra falso? Em muitas palavras, de um lado temos as mulheres emborrachadas, sintéticas e frias, supermulherões exuberantes com seus silicones, plásticas, lasers, recapeamentos dentários, dez mil horas de musculação, feito cereja num belo bolo com gosto de papelão; do outro, mulheres como elas realmente são, com pequenas imperfeições, um ou outro pêlo pubiano extrapolando o limite da calcinha, dobra na barriga quando elas se abaixam para desabotoar a sandália, e, dando foco a tudo isso, uau, aquele olhar entre desafiador e vulnerável, tímido e sacana, indiferente e apaixonado que você, leitor, deve conhecer bem. Olhar de gente, da melhor gente que existe: gente-mulher.

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Montado o cenário, vamos à disputa. À nossa direita, representando as mulheres sintéticas, temos a morenaça sul-mato-grossense Gracyanne Barbosa, rainha de bateria do Salgueiro e capa da “Playboy”: reparem nos seios estufados com suas aréolas riscadas a compasso, na dura definição das coxas musculosas, nos lábios picados na medida por abelhas imaginárias. Encantos inegáveis, reconheça-se, embora provavelmente excessivos, e muito bem explorados pelo ensaio que JR Duran ambienta num barracão de escola de samba, entre alegorias de isopor e gesso que compartilham com Gracyanne um clima de faz-de-conta.

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Finalmente, à nossa esquerda, representando as mulheres naturais, vemos (e como vemos, detalhes por detalhe, oba!) a gaúcha Michelle Gemelli, uma quase-anônima como a maioria das modelos da “Sexy”, embora contracene com Silvio Santos no quadro televisivo “Topa ou não topa” – mulher saudável, carnuda e meio peludinha, seios ponderáveis e cabelos precisando de uma boa escovada, sola do pé gloriosamente suja de andar na areia da praia e, atenção, linda, linda, linda nos melhores cliques de André Andrade. Isso eu garanto, leitor desconfiado. Não se deixe enganar pela péssima foto escolhida para a capa da revista pelos editores da “Sexy”, em que Michelle parece ser duas coisas que não é: feia e gorda. A capa passa muito longe de fazer justiça ao charme setentoso da moça.

Iniciado o combate, quem ganha? Lamento se não consegui manter o suspense até aqui: como o juiz sou eu mesmo, Santiago, é claro que ganha a mulher de verdade. O troféu Sexo nas Bancas de fevereiro vai para Michelle Gemelli, deixando o segundo lugar para Gracyanne, que, afinal, é mesmo um mulherão, ainda que militando no lado escuro da força. O resultado é, além de uma questão de justiça, uma tentativa de ver se o pessoal pára um pouco para refletir. Quem sabe venham a se tocar que o errante navegante das bancas anda cansado de mulheres virtuais: de frio e falso, basta o encontro carnal mediado pelo brilho do papel couché. Pelo menos a mulher estampada ali precisa parecer uma mulher, não um grafismo. Não é outro o segredo da “Trip”, com aquela naturalidade habilmente estudada das suas “garotas do lado” – “Trip” que, atrasadinha, perdeu o bonde da eleição deste mês, uma pena.

Por: Santiago Fusco

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(Coluna Sexo nas Bancas é um espaço onde, mensalmente, Santiago Fusco irá analisar algumas publicações do gênero.)

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