Em 1985, na seleção brasileira, Renato Gaúcho aproveita o dia dos namorados para homenagear sua amada direto da Toca da Raposa.
Ou melhor: as suas amadas! Um beijo para a Patrìcia, Juliana, Reanata, Maria, Dani, Marcela, Zilda ( Sp e BH)… E para você leitor, o Caixa Preta também deseja um Feliz dia dos Namorados!
Grande sucesso nos anos 80 e 90, as pegadinhas, ao que tudo indica, estão voltando à TV brasileira. Há os que são contra e aqueles que se esbaldam nessas armadilhas.
Um grande adepto desse tipo de humor é o Senhor Sílvio Santos e seu quase centenário “Topa tudo por Dinheiro”. Entre as várias atrações do programa, estão as primeiras pegadinhas da TV. Ivo Holanda, Ruth Holsen e cia, faziam as noites de domingo seram muito mais engraçadas.
Sem nenhuma nostlagia, o CP traz logo abaixo, uma das melhors pegadinhas desse humorístico.
Marisa Monte é considerada pela revista Rolling Stones Brasil uma das mais notáveis revistas do mundo no segmento de música - como a maior cantora do Brasil, posto este antes ocupado por Elis Regina. Música de formação, estudou canto, piano e bateria na infância. Aos dezenove, mudou-se para Roma, onde passou a fazer apresentações em bares e casas noturnas cantando música brasileira acompanhada de amigos.
Um desses espetáculos foi assistido pelo produtor musical Nelson Motta, que se tornou diretor do primeiro show no Rio de Janeiro, em 1987. O show Veludo Azul teve temporadas no Rio e em São Paulo e despertou o interesse das gravadoras. Marisa Monte já fazia muito sucesso de público e crítica antes de ter o primeiro disco gravado, o que só veio a acontecer com Marisa Monte ao Vivo (1988).
Pois bem, apresentações à parte, Marisa Monte e os sambistas da Velha Guarda da Portela são as estrelas do documentário “O Mistério do Samba”, dirigido por Lula Buarque de Hollanda e Carolina Jabor. Enquanto o filme “O Mistério do Samba” não é lançado, confiram com exclusividade CP trechos inéditos do documentário.
A voz amarfanhada da pagodeira Jovelina Pérola Negra (1944-1998) tem estirpe e a coloca entre as grandes damas do samba, de Clementina de Jesus a D. Ivone Lara. Ex-empregada doméstica como Clementina, Jovelina Faria Belfort desfilava na ala das baianas do Império Serrano e ficou conhecida como partideira animando o Botequim da escola da Serrinha ao lado de Roberto Ribeiro e Jorginho do Império.
Há 50 anos, uma “batida” diferente, arranjos mais ousados de inspiração no puro Jazz norte americano e bolero marcavam o nascimento da Bossa Nova. Estilo charmoso e calmo encontrou no mestre João Gilberto seu grande porta voz. Esse talvez tenha sido o grande responsável por fazer ecoar, aos quatro cantos do mundo, a marca maior de brasilidade que até hoje encanta gerações.
Posto isso, informo que o CP inicia hoje uma trilogia que almeja comemorar a Bossa Nova. Ressalto que o intuito não é ensinar, pelo contrário, aprender com os comentários de vocês leitores, ou seja, sua participação é essencial. Então é isso, está dado o recado, as próximas sextas serão dias de Bossa Nossa.
Capítulo 1 – O Início
A música Chega de Saudade é considerada o marco inicial da Bossa Nova. De autoria de Tom e Vinícius, foi gravada pela primeira vez por Elizeth Cardoso, “A Divina”, em 1958. Essa faixa do long-play Canção do Amor Demais tinha João Gilberto tocando violão de uma maneira diferente que acabou se tornando a marca registrada da bossa.
Sobre a origem dessa batida, destaco que não se sabe ao certo qual a origem, mas é aceita como uma maneira nova de tocar samba com muita graça “inventada” por João Gilberto e sob influência do jazz.
O “Festival de Bossa Nova” realizado no Carnegie Hall de Nova York, em 1962, é considerado a grande alavanca para a difusão mundial desse ritmo. Esse concerto contava com toda a “nata” da música popular brasileira, quem seja, João Gilberto, Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Carlos Lyra, Nara Leão, Roberto Menescal, Ronaldo Bôscoli, Baden Pawell, Sylvinha Telles etc.
Diante disso, a bossa nova foi sucesso primeiramente junto aos meios universitários e intelectuais, para posteriormente atingir as camadas mais populares.
Ouça abaixo algumas músicas escolhidas para esse primeiro capítulo.
O cantor, compositor e intérprete da Mangueira José Clementino Bispo dos Santos, o Jamelão, morreu na madrugada deste sábado (14) aos 95 anos, de infecção generalizada.
O intérprete faleceu na Casa de Saúde Pinheiro Machado, em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio, onde estava internado desde a quinta, dia 12. Deixa esposa, filha e dois netos.
O samba está chorando! Jamelão é um dos mais importantes integrantes da Velha Guarda da Mangueira e intérprete de sucessos como “Exaltação à Mangueira” (Enéas Brites / Aluisio da Costa), “Esses Moços”, “Ela Disse-me Assim” (ambas de Lupicínio Rodrigues), entre muitos outros sucessos.
O CP presta homenagem a esse grande artista e traz abaixo um vídeo clássico do cantor com Chico Buarque.
Bezerra da Silva foi um cantor, compositor e violonista brasileiro, considerado o embaixador dos morros e favelas. Cantou sobre os problemas sociais encontrados dentro das comunidades, se apresentando no limite da marginalidade e da indústria musical. Saiba mais.
Mais um projeto que busca a Responsabilidade Social, porém, com o foco na natureza, ou melhor, nas tartarugas. Com vocês o 4º capítulo da série especial: Projeto Tamar.
O nome TAMAR foi criado, em 1980, a partir da contração das palavras “tartaruga marinha”, com o objetivo de salvar e proteger as tartarugas marinhas do Brasil.
Desde então, o Projeto TAMAR passou a designar o Programa Brasileiro de Conservação das Tartarugas Marinhas, que é executado pelo IBAMA, através do Centro TAMAR-IBAMA, órgão governamental; e pela Fundação Pró-TAMAR, instituição não governamental, de utilidade pública federal.
Essa união do governamental com o não-governamental revela a natureza institucional híbrida do Projeto TAMAR, que conta ainda com a participação de empresas e instituições nacionais e internacionais, além de organizações não-governamentais.
Hoje o CAIXA PRETA apresenta um projeto que visa valorizar toda a cultura dentro de uma favela: Favela É Isso Aí!
À esquerda: Conj. Taquaril. À direita: Conj. Mariano de Abreu e Vila Boa Vista.
A ONG Favela É Isso Aí é uma associação que surgiu como fruto do Guia Cultural de Vilas e Favelas, idealizado pela antropóloga Clarice Libânio e publicado em de 2004, em Belo Horizonte. Além de proporcionar a inserção social e construção da cidadania através do apoio e divulgação das ações de arte e cultura da periferia, a Ong tem também o intuito de contribuir para a redução da discriminação em relação aos moradores de vilas e favelas.
O aparecimento de grupos e artistas da periferia na mídia tem se tornado fator de reprodução de condutas nas comunidades. Sendo assim, funciona como incentivo à continuidade da prática da produção artística e mostrar que é possível ocupar um espaço para contar a sua história e mostrar o seu trabalho.
À esquerda: Vilas Marieta I e II. À direita: Vila Sumaré.
O CAIXA PRETA apresenta hoje uma fundação que pretende auxiliar na construção de uma vida melhor. Com vocês, Bom exemplo. Passe adiante!.
Você com certeza já viu alguma propaganda da Fundação Para Uma Vida Melhor na televisão ou nos cinemas. O principal objetivo do projeto é promover os valores qualitativos do ser humano. A tarefa não é fácil, mas sua campanha já foi premiada mundo afora e é vista, em média, 2 milhões de vezes por dia em sete redes e mais de 900 canais de televisão.
Fundação para uma Vida Melhor é uma instituição sem fins lucrativos. Os programas e projetos constituem-se exclusivamente em esforços beneficentes; a fundação não solicita contribuições nem doações de espécie alguma. A ONG apóia a crença de que todos os indivíduos têm direito à dignidade e ao amor-próprio, e de que a maioria deles estão dispostos a assumir responsabilidade pelas suas ações e o seu bem-estar, quando as oportunidades lhes são oferecidas.
Além disso, a fundação acredita que as pessoas que têm oportunidade e capacidade tomam as decisões apropriadas que produzirão um efeito positivo e edificante para elas próprias, a comunidade e o país. Agora, veja abaixo os principais valores da Fundação e conheça melhor o projeto. (Saiba Mais) Continue Reading »
Durante essa semana serão divulgados projetos que têm como tema a Responsabilidade Social. Contamos com a colaboração de vocês leitores: críticas e sugestões são sempre bem vindas. O capítulo de hoje é Uma Favela de Brinquedo!.
Sediada na comunidade Vila Pereira da Silva, o Pereirão, no Rio de Janeiro, a ONG Morrinho propõe-se a auxiliar a capacitação de jovens e adolescentes desta comunidade, contribuindo diretamente para o desenvolvimento sociocultural e econômico da região e entorno.
Sob o slogan “Iniciando uma pequena Revolução”, o Morrinho oferece aulas de complementação e reforço escolar aos jovens participantes do projeto. Tem o intuito de não somente suprir quaisquer deficiências de conteúdo, mas, principalmente, evitar a evasão escolar.
Atualmente a organização contempla quatro empreendimentos dos quais três já estão sendo desenvolvidos. São eles:
1) TV Morrinho: produção independente e/ou contratada de materiais audiovisuais;
Depois dos capítulos sobre o Massacre de Sabra e Shatila e Cicatrizes da Guerra, a trilogia contra o terrorismo é encerrada com a chacina do Carandiru, que amanhã, dia 4, completa 15 anos.
Primeira página da Folha de São Paulo na ocasião do Massacre do Carandiru.
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“Estavam dando ´queima de arquivo´ nos detentos que carregaram os corpos para não falarem o que estou dizendo agora. Escapei por um milagre”. Este é o depoimento do sobrevivente Sidney Francisco Sales que afirma: “Os policiais obrigaram alguns a pegarem os cadáveres. Fui um deles. Carreguei 25 corpos. Fiquei com medo de morrer”.
Depois do último cadáver, Sales foi até o quinto andar do presídio. Ali, a morte ficou mais próxima. “Um policial chegou perto e engatilhou uma arma (espingarda) calibre 12 na minha cabeça. Ele disse que o tenente havia pedido para trancar os sobreviventes nas celas. Com um molho de chave nas mãos, o policial falou que iria tentar uma vez: se a chave abrisse o cadeado, eu viveria. Caso contrário, estaria morto. A chave girou e abriu”. Continue Reading »
O CAIXA PRETA apresenta o segundo capítulo da trilogia contra o terrorismo. O tema desta semana é Cicatrizes da guerra. Na próxima terça-feira, será concluída a série.
Inúmeras são as causas de uma guerra: motivos políticos, diplomáticos, econômicos, armamentistas, tecnológicos e religiosos. Ainda assim são insuficientes para justificar as batalhas, as quais são as piores “soluções” para qualquer impasse.
Infelizmente, os conflitos não são privilégios da era Contemporânea. O primeiro episódio, datado da Antiguidade, especificamente do ano de 1.300 a.C., dizia respeito à mitológica Guerra de Tróia. Naquela ocasião, o rapto de Helena de Tróia por Paris, príncipe da cidade de Tróia, foi o estopim que culminou na destruição da cidade, marcando um dos primeiros episódios sangrentos da história.
No entanto, independente da época, a única certeza que se tem durante um conflito é que milhares de pessoas inocentes sofrerão as conseqüências simplesmente por estarem na hora e no lugar errados. A destruição e a dor daqueles que sobrevivem são sentimentos latentes, responsáveis por cicatrizes que muitas vezes ficam expostas em seus corpos, mas que também marcam suas mentes e corações para o resto de seus dias.
Um grande exemplo é a garota vietnamita Kim Phuc, sobrevivente da Guerra do Vietnã. Sua foto correndo nua ao fugir de bombas comoveu todo mundo. Hoje, o trauma da guerra está cravado em suas costas, e jamais será esquecido. Kim se tornou embaixatriz da Boa Vontade da UNESCO e procura levar a mensagem de paz para todos os povos. Continue Reading »
O CAIXA PRETA lança, hoje, o primeiro artigo de uma trilogia contra o terrorismo. Nas próximas duas terças-feiras, será concluída a série.
No último domingo, completou-se 25 anos do Massacre de Sabra e Shatila, no qual morreram de 800 a 3.500 civis (número variável de acordo com a fonte).
Sob a palavra de Ariel Sharon, tropas israelenses cercaram um campo de refugiados palestinos que estava desprotegido e permitiram a entrada de forças armadas cristãs que, por sua vez, executaram o plano de limpar os “ninhos terroristas”.
O grau de culpa das tropas israelenses é questionável, apesar de Sharon ser considerado o grande responsável pelo incidente, que durou 40 horas.
O Massacre de Sabra e Shatila é apenas uma pequena amostra de ações terroristas que acontecem todos os dias no mundo. Como mudanças são consequências de atitudes, um importante passo em prol da paz será dado daqui a 237 dias. O evento Pangea Day é inclusivo, uma vez que qualquer pessoa pode participar ativamente, e acontecerá no mundo inteiro, simultaneamente.