Archive for the 'D.R.' Category

Set 25 2009

D.R - MODOS DE MACHO

Published by Bruno Resque under D.R.

“Ôôôô, está de volta o Zé Mayer Matador!” Crianças, esse é o cara! Novela para ele é micareta!

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Por Xico Sá.

E da costela mineira de José Mayer Deus tenta refazer o macho de raiz, o marmanjo roots, aquele bípede catalogado como perdido ou em processo de extinção, amém. Não está sendo fácil, mas é uma boa e derradeira aposta do Criador, que anda mesmo desgostoso com flexibilidade da macheza e do caráter da sua pioneira criatura.

Vox populi, vox Dei. Sim, a voz do povo é a voz de Deus. Foi preciso o clamor das ruas (de corpo presente e de missas virtuais) para que fosse tomada a providência divina logo ao segundo capítulo da novela na qual o galã de Jaraguaçu atua.

Bem antes do fuzuê internético, com direito à campanha no microblog Twitter, o Zubreu, sábio moço de Sete Lagoas que come BH pelas beiradas, alertara este lesado cronista, durante uma galinha à cabidela na Serra do Rola Moça: “A salvação da espécie está no Zé Mayer, anota o que estou te dizendo.”

Zubreu não argumentava por folclore ou escárnio. Tampouco era uma tentativa de fazer do seu ídolo um Chuck Norris brasileiro. Era simplesmente um discurso pela redenção do macho no seu modelo original de fábrica, um dos assuntos da nossa távola.

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Ago 24 2009

D.R - Os homens estão cada vez mais… mulheres!

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Por Leonardo LuzÉ isso mesmo! Mais uma colaboração do site Papo de Homem para o Caixa Preta. Leiam e divirtam-se!

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Por Leonardo Luz .

Ouvindo hoje o relato de uma amiga sobre a noite de ontem percebi uma coisa: esse papo de que “homem não liga” não passa de política das mulheres, pra que elas possam ser liberais e moderninhas sem que os outros olhem torto. Explico.

Essa minha amiga ficou com um sujeito ontem em uma boate. E com a curiosidade que me é peculiar perguntei se ele tinha pegado o telefone dela. No que ela me responde um “Pra quê? Eu não ia querer nada com ele mesmo!”. Sendo que, com essa mesma amiga, na semana passada, diante da mesma pergunta, ouvi como resposta: “Pegou e já me ligou duas vezes. Que saco!”.

Ou seja, minha amiga confirmou duas teorias em uma semana só: a de que os homens ligam sim, e a de que as mulheres não querem que eles liguem, só querem fazer cara de cachorro que caiu do caminhão de mudança quando eles não ligam, pra ganhar um cafuné.

Eu sempre fui um exemplo de que os homens ligam. Sempre liguei, de verdade, mesmo se não houvesse intenção de nada mais sério. E em alguns casos percebi que a minha ligação não era muito bem-vinda. Tudo bem que eu não era muito perspicaz e só percebo isso agora, enquanto escrevo, mas o importante é que eu percebi.

E em alguns minutos de intensa reflexão e Winning Eleven, cheguei à seguinte conclusão: as mulheres, ao longo dos anos, vêm se tornando homens! Tudo bem, você vai dizer que o Ronaldo Fenômeno percebeu isso antes de mim, mas não me refiro ao sentido, digamos, palpável da coisa. Palpável não por mim, que fique claro.

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Mai 27 2009

D.R - Mulheres inteligentes têm mais orgamos

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Por Isis Nóbile Diniz que escreve no blog Xis-Xis.

Os pesquisadores na Inglaterra, conhecidos mundialmente no Brasil por seus estudos polêmicos, este mês publicaram mais um. Mulheres com quociente emocional (QE) alto têm mais orgasmos. Não pare de ler, explicarei.

Andrea Burri e Tim Spector, cientistas da tradicional universidade londrina King’s College, pediram para que 2.035 gêmeas, com idade entre 18 e 83 anos, respondessem um questionário sobre seu comportamento sexual e desempenho na cama. Misturadinho, havia perguntas para testar o QE das moçoilas.

Segundo os pesquadores em questão, mais de 30% das mulheres sofrem com o Transtorno do Orgasmo Feminino. Um nome bonito para resumir que elas não conseguem ou acham difícil atingir o clímax durante o sexo.

Daí… rá. Burri e Spector queriam saber o quanto a capacidade de lidar com as próprias emoções e a dos outros – isto é o chamado quociente emocional - está associada à frequência de orgasmos durante o sexo e a masturbação.

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Mai 11 2009

D.R - Saudades da Amélia? Por elas..

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Dessa vez elas falam por elas.

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Por Marcia Batista, fazedora de livros e bruxa anarco-feminista nas horas vagas. É claro!.

De maneira bem simplista, pode-se dizer que a mulher Amélia era criada para servir aos homens de sua vida: ao pai, ao irmão, ao marido, aos filhos. Depois de queimar muito sutiã, a mulher passou de serva dos homens a escrava das aparências.

Tornou-se um belo produto disponível no mercado. As inteligentes se vendem pelo Q.I., as bonitas apostam no corpão.

Mas a relação não se limita a isso, evidentemente. As mulheres batalharam e conquistaram espaço na sociedade. São profissionais, esposas, amantes, mães, ativistas, conselheiras, pagam as contas pro marido, fazem topless na praia. Hoje, mulheres e homens agem de igual pra igual quando se deparam com questões como divórcio, traição, ciúmes e solidão. Curtir a vida adoidado? Transar sem compromisso? Beber com os amigos? Direitos de todos.

As mulheres querem ser cada vez mais parecidas com os homens. Mas a verdade é que a sociedade é que está a cada dia que passa mais individualista. Não falta homem ou mulher no mercado. Falta comunicação.

Antigamente, era fácil distinguir as mulheres “pra casar”. Muitos amigos meus confessam que é difícil num primeiro ou num segundo encontro separar o joio do trigo. Isso por que houve um nivelamento por baixo nos relacionamentos. É tudo muito fácil e rápido. As garotas, por sua vez, afirmam que o nível baixou por causa da concorrência desleal. Elas transam sim logo nos primeiros encontros porque se não o fizerem o cara parte pra outra num piscar de olhos.

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Mai 05 2009

D.R - A Natureza dos Cafajestes.

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Bastante polêmica causou o D.R. especial postado na semana passada. Isso porque o texto, cujo autor é anônimo, abordava temas como traição, culpas e resultados. Por email, recebemos várias manifestações de leitores questionando se tratava-se de autobiografia. Respondemos que não e provamos aqui. Porém, como o texto causou tanto embaraço, decidimos continuar explorando o tema. Desta vez, usurpamos um texto do Daniel Absoluto, um dos autores do blog Papo de Homem, ao qual a visita fica aqui sugerida.

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Por Daniel Absoluto.

Todo canalha tem uma história, uma namorada que lhe pôs um par de chifres, uma amiga que ficou com você e no outro dia estava com outro, uma mina que você ficava e que te trocou por algum mané no dia da sua formatura e por aí vai.

O grande lance é que nós somos frutos de histórias ruins, se fossemos bem tratados desde o começo pelas mulheres, não seríamos estes seres inescrupulosos, não estaríamos nem aí para os sentimentos delas.

Talvez você conheça alguém que namorou com uma mina desde muito novo, passou a vida inteira com ela, provavelmente esse alguém é seu avô, seu tio, ou algum outro conhecido. Mas a questão é que o mais certo é que essa mulher não aprontou alguma para ele e acabou que ele não teve essa transformação do homem comum para o canalha.

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Abr 25 2009

D.R especial - Desabafo do Putão

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Por Leitor Anônimo.

Quem transforma as mulheres em galinhas… são os próprios homens. Tudo bem. Queremos meninas legais, sexys, taradas, bonitas,inteligentes e boazinhas…

Muito fácil falar, pois quando aparece uma assim, de bandeja, a primeira coisa que a gente pensa é: Oba, me dei bem. Ficamos com elas uma vez, duas. Começamos a pensar que essa é a mulher que as nossas mães gostariam de ter como noras. Se sair um namoro, vai ser uma relação estável. Você vai buscá-la na faculdade, vocês vão ao cinema, num barzinho, vai ter sexo toda a semana…Tudo básico, até virar uma rotina sem graça…

Você vai olhar os caras bem vestidos e bem humorados indo pra noite arrasar com a mulherada e vai morrer de inveja (sem saber que eles estão morrendo de inveja do seu relacionamento, da sua namorada superiormente interessante comparada as meninas da night)Vai sentir falta de dar aquelas cantadas infalíveis na noite, falta de dar umas olhadas pra uma gata, ou de dar aquela dançadinha mais provocativa na pista…

Você pensa: Acho que não estou pronto pra isso, pra me enclausurar pro resto da vida nesse namoro. E a boa menina se transforma numa “MALA”, e aos poucos vai surgindo um nojo dela, uma aversão. Quando tu vê o nome dela no celular, não dá vontade de atender, você pensa: NÃO TÔ MAIS AFIM, NÃO GOSTO MAIS DELA, JÁ ERA. Daí aquela promessa de vida estável vai por água abaixo a menina não se dá conta, a gente começa a ser grosso, muito grosso.

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Dez 22 2008

D.R - A arte ninja da cantada

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Final de ano, natal, reveillon…festas. Se você passou o ano inteiro “zerolando”, pegando nada ou igual radar na subida, o CP não iria te dexiar na mão. O D.R dessa semana vem te ajudar a começar o ano novo com algumas pequenas dicas para ter sucesso nas baladas. Mas cuidado: o CP não se responsabiliza por resultados desastrosos, porque tudo é uma questão de “pegada”.

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Por Douglas Damasceno.

A arte ninja da cantada.

Evito contar vantagens em meus textos. Na verdade, eu detesto isso. É muito fácil dizer que fiz e aconteci para uma quantidade imensa de pessoas que jamais poderá confirmar ou não. Por isso, antes de entrar de cabeça na tal arte da cantada, peço desculpas, pois houve uma vez em que…

Momento flashback (igual ao do Lost):

Era a festa de aniversário de uma amiga. A mocinha mais interessante do ambiente era justamente uma amiga da anfitriã. Eu nunca vi a garota antes, mas fiquei esperando o melhor momento para dar o bote. Fique que nem um crocodilo do Discovery Channel, me fingindo de tronco para atacar a zebrinha que veio beber água no rio. O tempo passou, o momento certo não surgiu, a festa acabou e a minha zebrinha decidiu ir para casa. Muito educadamente, ela veio se despedir da minha pessoa com aqueles dois beijinhos protocolares.

- Tchau – ela disse.

- Peraí, posso te dizer uma coisinha antes de você sair?

Ela tomou um susto, mas fez um sinal positivo com a cabeça.

- Você é linda. Eu não tirei os olhos de você, mas comi moscas e perdi todas as chances possíveis de te dizer isso antes. É uma pena.

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Dez 03 2008

D.R - Cantadas que valem a pena

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Dessa vez o tema da semana é bastante polêmico: cantadas. “Você machucou-se? Porque caiu do céu.”; “O que esse bombonzinho está fazendo fora da caixa?”; “Esse carro me faz chegar mais rápido ao seu coração?”; “Em que portão de embarque eu pego esse avião?”… Bom, ridículas ou não, essas cantadas às vezes dão certo. Ms qual seria a opinião feminina sobre esse tem? Leia o texto abaixo da querida Bibi e descubra.

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Por Biessa Diniz

Eu admiro caras de coragem, que tem peito pra te passar uma cantada em lugares exóticos, fugindo daquela linha de conhecer gente somente na night ou através dos amigos.

Na última sexta-feira, passei por uma abordagem que considerei interessante, acima de tudo pelo inesperado. Eu estava no ônibus quando um outro coletivo emparelhou com o meu, num sinal que é conhecido pela demora. Normal é passar uns bons minutos parada ali. Eu estava sentada na cadeirinha do alto, e o rapaz que estava sentado na mesma cadeira no outro ônibus passou a me encarar. Vi que ele estava me olhando, mas não retribui os olhares. Até que ele me chamou (’Ei, você, de arquinho vermelho!’) e eu olhei. Pela janela do ônibus, ele me passou um bilhetinho: ‘Você parece a Branca de Neve. Posso fazer parte do seu conto de fadas? Fulano, 91xx-xxxx’. Sorri e o ônibus arrancou.

Tirando o fato de que a cantadinha era bem brega, eu achei legal. Se estivesse livre na praça, acho que era capaz d’eu ligar. :) Pena que tão poucos rapazes tenham coragem pra sair das abordagens óbvias…

Ah, e pros meninos que quiserem se arriscar, sugiro o http://www.vaiquecola.com.br/ O site é de um amigo meu e eu recomendo. Cantadas geniais. O que custa tentar?? Vai que cola!

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Nov 21 2008

D.R - 2ª temporada - A saga da discussão

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Atendendo a inúmeros pedidos de vocês leitores, o CP orgulhosamente apresenta a 2ª temporada da Coluna mais aguardada da semana: o D.R voltou! Assim, se você discordar, concordar ou for indiferente, expresse sua opinião nos comentários e nos ajude a fazer que essa segunda temporada seja ainda melhor que a primeira. Bom, honrarias à parte, a saga inaugural é um verdadeiro histórico sobre essa peculiaridade dos casais. O texto está ótimo, então aproveite e boa leitura!

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Por Douglas Damasceno.

Ah, nada como discutir a relação de vez em quanto. Para começar a segunda temporada, vou pegar a parada pela raiz, isto é, verificar como a relação entre meninos e meninas é vista ao longo dos milênios.

Não, pequeno jedi, não é apenas com os olhos. Não seja estúpido. Eu me refiro à forma como as fêmeas idealizam os homens e vice-versa. Veja como essas concepções acabaram virando a mais pura cultura pop. Vou adiantar que a conclusão deste pensamento de mesa de bar tem a ver com o novo 007, mas vou começar pelo começo (bem pelo começo mesmo).

Era uma vez…

Lá pelos idos da Grécia Antiga, os semideuses de toga ou tanguinha eram retratados pelos escritores como caras sarados, invencíveis e pegadores. Zeus, o cacique, era o terror do Olimpo e ainda pulava a cerca entre as mortais. Nas festas de Baco, o Créu comia solto! Tirando uma ou outra deusa, a maioria das mulheres eram submissas e castradas. Diana, por exemplo, tinha os seus peguetes. Não é à toa que é a deusa caçadora.

Pulando séculos, chegamos ao Shakespeare. Seus heróis eram falhos, sofridos e cínicos – totalmente humanos. Tanto nas comédias quanto nas tragédias, eles eram apaixonadíssimos, devotos às suas musas e, quase sempre, falavam em rimas ricas. Viviam o amor de uma forma tão visceral que costumavam morrer por ele. Se a peste negra não tivesse dizimado a Europa, o Bardo teria cuidado de exterminar a população com uma epidemia mortal de dor-de-cotovelo. Seja lá como fosse, as histórias davam certo, pois não conheço um infeliz que nunca tenha ouvido falar de Romeu e Julieta.

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Out 29 2008

Movimento volta D.R. II - Bibi

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Por Biessa Diniz

Eu sou mulher, adoro sê-lo, tenho muitas amigas do sexo feminino, mas preciso confessar que tem mulher que merecia a forca, sem direito a apelação.

Para isso, vou expor minha teoria sobre as ‘amigas’ e as ‘amiguinhas’. Tem uma diferença bem clara quando um cara arruma uma namorada.

Amiga é aquela que é amiga mesmo, sem segundas intenções. Quando o rapazote começa a namorar, a moça continua a tratá-lo como amigão do peito, é claro. Sim, ela continua a ser carinhosa mas o tom dela nunca é muito meiguinho ou íntimo, pra evitar que a namorada do moço fique bolada.

A amiguinha faz justamente ao contrário. Cheia de segundas intenções, ela passa a ser mais carinhosa ainda, mais melosa, mais presente e a falar AXIIIIIIMMMMMMMM com o moço, bem miguxa mesmo, sabe??

Vou fazer uma novena pra Nossa Senhora das Namoradas pra afastar todas as amiguinhas da minha vida. Amém.

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Out 20 2008

Movimento volta D.R.

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Por Douglas Damasceno.

Em pleno almoço de sábado, Aparício me ligou. Ele queria conversar e sugeriu que fôssemos caminhar na praia.

Vagabundo que me telefona para andar na praia está querendo chorar milongas. Tenho certeza!

Aceitei. Não estava com muito saco, mas amigo é para essas coisas. Na pior das hipóteses, eu poderia admirar algumas belas representantes do sexo feminino tostando ao sol da primavera carioca.

O começo da nossa conversa chegou a contrariar minha previsão de chororô. Discutimos política, eleições e até a crise financeira internacional. Essa introdução estilo Manhattan Connection durou cerca de dez minutos.

- Acho que estou apaixonado.

Bingo! Meu faro para marmanjo chorão não falha.

- Que bom, cara. Quem é a sortuda?

- Inês.

- Peraí, a sua…

- Ex.

- Eita!

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Abr 03 2008

As arapucas do primeiro encontro

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Por Douglas Damasceno.

Assim como tudo mais na vida, a arte da conquista passa por etapas. Resumidamente, o rapaz 1) conhece a guria, 2) desenvolve um interesse, 3) demonstra que está a fim, 4) chama para sair, 5) chega chegando e 6) recebe o resultado positivo ou negativo. O sucesso da fase 5 da missão logo no primeiro encontro envolve uma cacetada de variáveis. Se bobear, até a conjunção dos astros influencia sua eficácia. Mas não espere de mim um manual sobre o que fazer. Não tenho essa pretensão e assumo ser tão aprendiz quanto você, amável leitor de cuecas. No entanto, há certos macetes que quebram o galho sob o ponto de vista contrário: o que o indivíduo não deve fazer no primeiro programa a dois.

Escolhendo o ambiente:

Tudo começa com o local selecionado para o encontro. Use sua sensibilidade para escolher de acordo com o perfil da menina. Não leve uma patricinha loirinha cheirando a Givenchy à Birosca do Tião Manguaça. Tal lugar é bacana para encher a cara com os amigos, mas não para criar um clima com a sua pretendente. Em caso de dúvidas, peça a ela uma sugestão.

Olho no prêmio:

Tenha sempre em mente seu objetivo: se aproximar da mocinha e confirmar a empatia. Então, fuja de programas entre galeras ou que dispersem sua atenção na multidão. Seu foco deve ser ela e vice-versa.

Estágio de preparação:

Escolhido o estabelecimento, prepare-se. Não esqueça de escovar os dentes, cortar as unhas, limpar as orelhas, tomar banho etc. Enfim, não se apresente parecendo que passou o dia inteiro no mercado do peixe. Aposto que você ficaria decepcionado se ela viesse ao seu encontro com o aspecto de quem acordou há cinco minutos. A primeira impressão realmente fica, pequeno jedi.

Sem rastros do seu passado:
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Mar 28 2008

Amizade colorida

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Por Biessa Diniz

“Amizade sincera e luxúria verdadeira não são incompatíveis”.

Eu começo achando muito estranho que tanto se fale em pegação entre amigos. Eu não conheço ninguém que saia com inimigos, vocês conhecem??

Um dia, eu estava cheeeeeia de dúvidas sobre ficar ou não com um amigo, com quem vinha rolando um clima, quando uma amiga soltou a frase que virou um lema pra mim: “Amizade sincera e luxúria verdadeira não são incompatíveis”. E não são mesmo. Porque não existe nada mais natural do que sentir atração por alguém com quem se tem amizade, respeito, confiança e carinho. Afinal, até Bethânia cantava “Então tá combinado a quase nada/ É tudo somente sexo e amizade”. Hino maior da amizade colorida!

E o que difere a amizade colorida de uma amizade preto e branco? No segundo caso, você pode até flertar à vontade. Mas não teve beijo na boca, não é em cores. Tem amizades que deixam até de ser apenas coloridas para serem em techinocolor, High Definition, um luxo.

Um problema sério da amizade colorida é quando um quer mais envolvimento do que o outro. Aliás, em qualquer relacionamento isso é um problema. Ou vai me dizer que nunca aconteceu de você estar ficando com uma pessoa, querer transformar aquilo em algo mais e, da parte dela… nada. É claro que rola uma frustração que pode até mesmo acabar com a amizade. Mas o que eu percebo é que, se os dois têm na cabeça bem definida qual o tipo de relação, a chance de dar estresse é bem menor.
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Mar 20 2008

A lei da atração entre amigos

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Amizade entre homem e mulher é algo complicado, não é verdade? Veja bem: se você é amigo de uma gostosona e não der em cima dela, será, no mínimo, taxado de boiola ou de marmitex. Não saberia dizer qual é a fama mais vexatória! E isso pode piorar  quando, por exemplo, o interesse não é recíproco. Nesse caso, qual o papel a cumprir? O de amigo confidente ou do leão esperando o melhor momento para dar o bote nos gnus? Lei da Selva, amigo.

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Por Douglas Damasceno.

Eu tenho uma amiga que vive grudada em um sujeito. Os dois vivem de papinhos e conversinhas para cima e para baixo. Claro que essa cola toda despertou suspeitas e levantou um teoria que cultivei ao longo do tempo, fruto das presepadas que já vi:

Onde há um homem, uma mulher e mui nhenhenhem existe 90% de chance de rolar alguma sacanagem“.

Mas minha amiga desconversa os rumores com aquela desculpa clichê.

- Que maldade. Somos apenas bons amigos.

Naturalmente, essa frase esdrúxula despertou outra teoria típica do Jece Valadão. Bom, não é de minha autoria, mas eu concordo em gênero, número e grau:

Amigo de mulher é cabeleireiro.

E não me venha dizer que estou exagerando, mocinha. Até acredito em amizade sincera entre sexos (acredito mesmo), mas experimenta botar o CD do Wando, se perfurmar e dormir coladinha ao seu amigão. Não vale o amigo gay nem o amigo feioso. Deita ao ladinho dele e me conta no dia seguinte.

Entonces, configura-se a lendária “amizade colorida”. Não tem no Aurélio, mas é popularmente definida como aquele relacionamento calcado na amizade recíproca que culmina em uns amassos ocasionais, descompromissados e bem-vindos. Se praticada com cautela, rende que é uma beleza.

Alguns partidários enrustidos da amizade colorida tentam tirar os seus da reta. Eles alegam que não tem nada a ver e que isso pode estragar a amizade (alicerce maior da relação). Hipócritas! Pensa comigo: que mal há tem em manter um caso com uma amiga? Eu estranharia se as pessoas criassem affairs com suas inimigas. Isso sim seria caótico.

Amigas relevam seus defeitos, estimulam melhorias comportamentais, costumam gostar dos mesmos programas, às vezes colocam pretendentes na sua fita, têm um ombro (ou dois) sempre ao alcance das suas fases chorosas e por aí vai. Com tantos atributos, fica difícil entender a razão pela qual uma coisa não leva a outra. Na verdade, creio piamente que uma é consequência da outra.

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Mar 13 2008

Aaaaaaah, o sexo!!

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Douglas provocou na semana passada. Agora, elas estão aqui no Caixa Preta para dar a visão feminina acerca da trilha sonora do abate. Seria uma visão romântica? Ousada? Isso você só irá descobrir lendo a coluna D.R. dessa semana. Sendo assim, fé em Deus, Dj!!!

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Por Biessa Diniz.

Tem pouca coisa melhor na vida. Claro que adoro estar apaixonada, acredito no amor - pelo menos na maior parte das vezes -, mas sexo… Não sei se são meus hormônios de 22 aninhos em ebulição, mas sexo está na top list de coisas boas. Com várias outras coisas boas, mas ainda assim o top list.

Confesso que, se a pegada do rapaz for boa, pode estar tocando Bach ou Di-di-sainha que, na hora H, eu não vou perceber a diferença. Mas ainda há aquele estágio em que a sedução é importante, e aí uma música de fundo legal pode influenciar e deixar o clima mais propício. Fica a dica, meninos: é mais fácil fazer a mocinha ceder aos seus encantos.

Cá vou eu escolher minhas favoritas. Admito que curto um bocado a lista escolhida pelo Douglas, que aposta nos clássicos. Para não repetir, vou focar em músicas mais novas - sem deixar de lado os bons tempos (cariocas, despreocupem-se: nada a ver com aquele programa tenebroso chamado Good Times da 98 FM, tá?).

E, claro, entregar de bandeja minhas preferências!

Underneath Your Clothes - Shakira
 Shakira - Underneath your clothes (fast)

Eu acho até que a voz da Shakira é um tanto irritante nessa música, mas confesso que me arrepio toda no refrão: “Underneath Your Clothes/ There’s an endless story/ There’s the man I chose/ There’s my territory/ And all the things I deserve/ For being such a good girl, honey” (Debaixo De suas roupas/ Existe uma história sem fim/ Existe o homem que eu escolhi/ Tem o meu território/ E todas as coisas que eu mereço/ Por ser uma boa menina).

Soneto do Teu Corpo - Mart’nália

Melodia gostosa que deixa qualquer um no clima. O plus da música é a letra: dá pra brincar até de seguir os versos. Afinal, quem não quer alguém que jure beijar seu corpo sem descanso? “Luzes ao norte, pernas são estradas/ Onde meus lábios correm a madrugada/ Pra de manhã chegar aos teus segredos”. Baby, quem chega com essa disposição toda não precisa nem de mapa…
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Mar 06 2008

Os poderes afrodisíacos da música

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Na “hora h”, nada melhor para quebrar o gelo que uma boa música. O problema é o subjetivismo do termo “boa música”, ou seja, o que agrada a gregos nem sempre irá encantar “goianos”. Sendo assim, nesses momentos melhor não arriscar, pois qualquer detalhe pode atrapalhar o perfeito encontro de dois corpos. Então, na dúvida, amigo, melhor recorrer aos clássicos. Estes já deixam claro suas más intenções e apimentam o romance. Descubra-se!

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Por Douglas Damasceno.

Para mergulhar no clima do texto dessa semana é preciso um exercício inicial de imaginação. Visualize comigo, pequeno jedi: sua produção está caprichada e está chamando a atenção das mulheres. A barba está milimetricamente por fazer, o Polo Ralph Lauren está no cangote, os trajes estão adequados e até banho foi tomado. Sua vítima, quer dizer, sua pretendente está igualmente cheirosa, com cabelos tinindo, vestidinho indefectível e batom vermelho-pecado. Ela entra no seu apartamento e está louca para cair nos seus braços, mas ainda faz aquele charminho protocolar. Você decide ligar um CDzinho para dar clima e fazer companhia ao vinho que está sobre a mesa. O ambiente altamente lascivo é preenchido por… MC Créu.

Créu, créu. , créu. , créu. , créu….

Suas chances de uma boa noite de sexo não estão comprometidas, mas perceba o efeito constrangedor de uma trilha sonora inadequada ao momento. Como compreendo a sedução como uma experiência altamente sensorial, a audição deve ser valorizada. Ora, você já se perfumou (olfato), se produziu (visão), escovou os dentes (paladar) e é todo tocável (tato), por que menosprezar um bom som?

Entonces, deixe sempre ao alcance alguns CDs altamente excitantes. “Quais?”, você me pergunta. “Depende”, eu respondo humildemente. Cada mulher tem seu gosto musical e a graça é descobrir, pesquisar, arriscar. Mas, para alívio geral, há sempre aqueles coringas. Aquelas canções que falam por si só.

- “Kiss me”, do Sixpence None the Richer, é fofinha e altamente convidativa para seguir o refrão e sair beijando com vontade.

- “P.D.A. (We just don’t care)”, de John Legend, tocou em uma novela que não lembro o nome. Ouso dizer que é a melhor trilha sonora de sacanagem dos últimos dez anos. Melhor que Wando.

- “Wicked Games”, de Chris Isaac, deveria ser tombada pelo patrimônio sexual mundial. Use essa música para mostrar que você não está para brincadeira.
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Fev 28 2008

A conquista, da época das cavernas até os torpedos SMS

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Que jogue a primeira pedra quem nunca teve problema de relacionamento ligado a Orkut, MSN, ICQ ou Skype. A exposição é tanta que é como se fosse um “Big Brother Virtual”. Você sabia que, desde Adão e Eva, subterfúgios são usados na conquista do sexo oposto? Leia então o D.R. da semana e instrua-se, menino!

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Por Biessa Diniz.

Desde que o mundo é mundo, os casais usam os meios disponíveis para chegarem às vias de fato. No tempo de Adão e Eva, apenas uma prosaica maçã, depois vieram cartas e cochichos; já no século passado, o telefone. O século XXI nos trouxe inúmeras formas de conhecer e avaliar aqueles que aparecem a nossa porta.

Se não chegam a contar com a preferência de que gozam os programas noturnos e apresentação dos amigos, os meios internéticos servem como arma na hora de avaliar pretendentes, porquê não? De minha parte, confesso apenas que já descobri que um rapaz com quem saí por longos três meses tinha namorada em outra cidade. Não fosse o orkut, talvez jamais tivesse pego a mentira. Já me aproximei de rapazes interessantes; me desinteressei por outros só pelos contatos virtuais. Como se vê, uso a tecnologia a meu favor até na hora da paquera, que eu não sou boba e estou muitíssimo antenada com meu tempo.

A internet é também terreno fértil para os tímidos e de grande interesse na hora da conquista. Às vezes, escrever é tão mais fácil que puxar assunto em uma mesa de bar… Protegidos pela tela do computador, saem confidências, piadinhas e quando vamos ver, estamos tão próximos daquela pessoa quanto de qualquer melhor amigo. Pra rolar beijo na boca, é um pulo.
Nunca é demais lembrar, se que MSN, orkut, torpedos, emails e afins têm seu valor no início de um relacionamento, é impensável usá-los para dar um ponto final a qualquer coisa. É de bom tom usar o velhíssimo, mas sempre correto cara a cara.
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Fev 22 2008

Sou legal, mas meu orkut é ainda melhor

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Nós do Caixa Preta sempre prezamos pela cavalheirismo no tratamento com as damas, razão pela qual oferecemos o direito de expressão, no Discutindo a Relação, primeiro a elas. Porém agora, devido a uma reestruturação da coluna mais acessada do Brasil, optamos por inverter essa ordem. Sendo assim, hoje Douglas terá a palavra. O tema? O Orkut e todas as suas consequências em um relacionamento.

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Por Douglas Damasceno

Uma das formas mais eficientes de conhecer pessoas interessantes é através da indicação de amigos. Aliás, tudo na vida é facilitado com um bom networking. Por que conhecer uma tchutchuca nova seria diferente?

- Cara, tenho uma amiga para te apresentar.

Diante de um gancho desses, como um homem poderia deixar de morder a isca? Até alguns anos, a resposta padrão seria:

- Bacana, me fala mais dela.

Mas o mundo mudou e a Internet, cada vez mais dominante, está mudando hábitos e até procedimentos de caça. Provavelmente, o cidadão dirá:

- Bacana, qual o orkut dela?

Ah, o orkut. A partir da premissa de uma rede de relacionamentos show de bola, esse troço se tornou a maior vitrine pessoal do século XXI. Não importa mais como você é. O que conta é como você está vendendo o seu peixe.

Conscientemente ou não, a rapaziada monta perfis de acordo com a forma como quer aparecer ou até gostaria de ser. O objetivo principal é a popularidade. Mais ou menos, seria seguir o refrão do Roberto Carlos: “eu quero ter um milhão de amigos”, mesmo que apenas uma meia-dúzia seja pessoalmente conhecida. Na telinha digital, eles são esportistas, festeiros, amigões, micareteiros, roqueiros, mochileiros, intelectuais, alternativos e o que mais quiserem. O que vale é ser interessante aos olhos de quem puder ver.

E como uma imagem vale mais que mil palavras, as fotos me divertem ainda mais. Se o cara é fortinho, tem sempre um retrato sem camisa. Se ele prefere fazer o gênero misterioso, adere ao feijoada-style: pedaços de orelhas, pés, olhos, nariz etc - tudo quase sempre desfocado para ficar ainda mais enigmático. E o amigão? Fica até difícil identificar o sujeito, pois cada foto está entulhada de gente sorridente e abraçada. Lembra do Onde Está Wally? É o mesmo princípio. Ainda tem o tocedor fanático, Don Juan, cowboy, artista, modelete, aventureiro, romântico-brega, lutador, etc etc.
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Jan 24 2008

O diabo veste bege

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Por Douglas Damasceno

Uma das mais preciosas lições que aprendi com as mulheres é: “elas sempre estão no comando”. Anote isso, pequeno jedi, e guarde na carteira ou cole na porta do seu armário para que você nunca esqueça. Por mais que, vez ou outra, elas caiam de paixão por um homem, a vantagem é sempre feminina. Com toda essa dianteira, eu fico pasmo como elas ainda caem em armadilhas tão estúpidas. Detalhes insignificantes que apagam o fogo de qualquer garanhão e diminuem o maior dos tesões. Coisinhas mínimas. Coisinhas… beges.

Argh, bate na madeira! Como eu odeio o bege. Vade retro!

Pensa comigo, minha amiga leitora, você conhece um cara bacana. Ele consegue adjetivar substantivos compostos, opina bem na maioria dos assuntos, lhe dá atenção, é boa pinta, aparenta tomar banho com relativa freqüência e demonstra desejo pelo sexo oposto. “Esse é meu número”, pensa você. Eis que o galante pretendente chama você para um programa a dois. Você aceita e logo planeja a produção. Aí, eu me pergunto:

Na hora de montar o figurino, o que passa por sua cabecinha para escolher logo aquela maldita calcinha bege?

Minha querida, o sujeito pode lhe convidar para assistir uma missa do Padre Marcelo Rossi, mas você tem que estar precavida. Seja lá qual for a hora do dia ou da noite, escolha aquela pecinha preta. Se você quiser fazer uma graça, escolha a vermelha. Se você estiver muito otimista, não escolha nada. Vai com uma folha de parreira. Mas jamais cogite uma lingerie bege.
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Jan 17 2008

A maldição da calcinha bege

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É incrível como uma embalagem mal trajada pode acabar com todo o encanto do bombom. Um desleixo na hora da apresentação muitas vezes pode desestimular o cliente. Quantas vezes pessoas são seduzidas pelas cores ou embalagens ao invés da verdadeira necessidade de determinado produto? Tudo é propaganda, e ela é a alma do negócio.

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Por Biessa Diniz

Era uma vez, há muitos e muitos anos passados…

Um dia, uma bruxa malvada decidiu acabar com o sucesso que uma determinada moça do Reino fazia entre os súditos do sexo masculino. A tal bruxa, que malhava muito, já tinha aplicado meia dúzia de ampolas de botox e se achava a inventora da bu…, decidiu que iria enfeitiçá-la para que todo e qualquer homem que a despisse perdesse o tesão por ela. E assim a malvada seria, finalmente, a mulher mais cobiçada da região. A bruxa criou então uma roupa íntima até então jamais vista no Reino: uma calcinha bege, na qual lançou sua macumbinha.

Para convencer a pudica moça a usar a calcinha bege (que, horror dos horrores, ainda era daquele tipo sem costura), a bruxa enfeitiçou-a de duas formas diferentes. Todas as mulheres de bom coração do Reino veriam aquela peça como uma bonita calcinha, que modela o corpo, é confortável e que não marca nem mesmo com o vestido mais branco e justo. Ao mesmo tempo, os homens teriam grande chance de broxar ao contato com a roupa enfeitiçada – mas, como a bruxa também não era isso tudo na macumbinha, apenas os nobres de coração conseguiriam escapar ao feitiço.

Desde os longínquos tempos dos contos de fada, a mulherada vem usando as calcinhas beges e achando que não tem nada demais. Afinal, o que é o embrulho quando o presente está logo ali embaixo? Mas não é bem assim, todos sabemos disso. Calcinha também é um fetiche.

Tudo bem, a calcinha bege pode não ser a mais excitante das lingeries, mas, se o casal estiver bem entrosado, ela não deve ser responsável por cortar o clima. Afinal, quem tem de seduzir é a mulher, e não a roupa de baixo.

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Dez 13 2007

Festas de fim de ano e seus tipinhos típicos

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Festas de fim de ano de empresa são uma verdadeira epopéia. Por meio delas, você percebe que diversos personagens estereotipados da sociedade trabalham do seu lado. Então, qual a melhor opção: ser você mesmo ou tentar transvestir-se de outrem? Bom, isso vocês saberão após a leitura do D.R. desta semana, na qual o sagaz Douglas faz relevantes ponderações. Então é isso. Juízo e divirta-se, afinal, “hoje a festa é sua, hoje a festa é nossa…”

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Por Douglas Damasceno.

Bibi tem um olho clínico para situações. Já que ela passeou lindamente pelo cenário, vou focar nos astros do espetáculo: as pessoas. Sim, aqueles elementos que tomam umas e outras e tornam as festas mais animadas.

Tímidos ou atirados, as pessoas do trabalho são aquelas figurinhas que ocupam a maior parte do seu tempo. Em uma disputa direta, ganham da sua família, do amor da sua vida e dos seus amigos. Claro que nada impede que os colegas sejam promovidos a camaradas, mas aí são outros quinhentos. O curioso é que raras são as ocasiões que essa turma toda se reúne fora do contexto profissional. Tirando um aniversário aqui e ali ou um churrasco esporádico, as festas de fim de ano são clássicas para que role aquela interação pessoal e você descubra os nomes do careca da baia dois, da gostosinha da contabilidade ou do estagiário fortinho do marketing. Nessa hora, parceiro, a máscara cai.

Como sou debochado, comecei a montar personagens para o jeitão com que os colegas de trabalho se portam durante essas festas. Vamos começar pela simpática. Geralmente do sexo feminino, a simpática mal fala com você durante o ano todo, mas na confraternização é toda amigona. Pergunta sobre sua família, sobre cinema, fala de futebol e quase sempre troca o seu nome. Não chega a ser pentelha, pois essa já é função do comediante.

O comediante conta piadas e gargalha quando acaba. Você ainda está esperando a conclusão e o cara está quase rolando de rir. O desgraçado ainda tem o despautério de perguntar se você entendeu. Só ature o comediante se ele for o chefe ou se estiver com paciência em dia. O mesmo vale para o sem-noção. Cientificamente classificado como joselitus-babakas-rex, esse prego faz piadas de péssimo gosto, brinca com quem não deve, aproveita para cantar as colegas de trabalho que nunca lhe deram bola e presenteia seu amigo oculto com um par de meias. Isso quando não inventa de dar o DVD pornô da Gretchen.
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Dez 06 2007

Como fugir das armadilhas do fim do ano?

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Desta vez, nossa heroína Biessa Diniz retrata aquelas situações peculiares na tênue relação trabalho X relacionamento. Dá para levar à sério algo que tenha começado dentro de um ambiente de trabalho? Não se corre o risco de um “sufocamento” em demasia para ambas as partes? Bom, as repostas somente lendo D.R.

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Por Biessa Diniz.

Basta dezembro pintar no calendário para começar o agito. Amigo-oculto, reunião de amigos, festa de fim de ano da empresa… Oi, eu disse festa de fim de ano da empresa? É, pois é lá que mesmo os mais tímidos costumam deixar seu lado Clark Kent para investir na faceta Super Homem. Bebida à vontade, descontração, uma roupa menos formal e pronto: o suficiente para as pessoas perderem a linha e fazerem coisas das quais vão se envergonhar durante o resto do ano seguinte.

Eu nem estou há tanto tempo assim no mercado de trabalho, mas já vi – e vivi – coisas que fariam os mais puritanos corarem de vergonha. Pra começar, digo que já dei um toco em um antigo chefe meu, que na época era meu superior direto. A desculpa? Não fico com colegas de trabalho. Pois então, 15 minutos depois lá estava eu atracada com outro bofe, com quem eu já ficava há algum tempo, mas que era pra ser segredo, sabe? Climão desnecessário.

Depois desta, fiz uma resolução de fim de ano: nunca mais encher a cara nestes eventos e ficar bem atenta só para observar os podres. É daí que vem a vasta coleção de causos que tenho para contar. Traição é o que rola de mais comum. Sério, já vi pai de família que tem 12 fotos da esposa na estação de trabalho se atracando com uma menina de fama não muito boa na frente de todo mundo. Detalhe: a esposa também trabalha na mesma empresa e não foi à festa. Estava cuidando do filhote recém-nascido do casal. Ui! Que eu saiba, a questão terminou em separação litigiosa poucos meses depois.

Banheiro destas festas, então, Jisuis! Se não estiver a fim de conferir os gemidos alheios, é melhor nem entrar no recinto. E as criaturas que acham que podem começar a tirar a roupa?! Deixe o strip-tease para lugares apropriados. E não esqueça: lugar de dançar é na pista de dança, não em cima da mesa!
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Nov 29 2007

Manual do Acanhado II - A saga continua

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coluna discutindo a relacao

Por Douglas Damasceno.

Eis um tema facinho de desenvolver, pois a carapuça serve na medida para este que vos escreve. Bom, hoje em dia já domei a timidez até um ponto saudável, mas houve um tempo em que ficar diante de uma mulher gerava uma cacetada de efeitos colaterais: pernas bambas, boca seca, gagueira, mãos trêmulas e por aí vai.

Mas, no fim das contas, não é que acabava agradando? Bibi tem razão quando menciona o charme dos tímidos. Só faço uma ressalva: tudo tem seu limite. Por mais que a impressão seja bacana, a mulherada também espera atitude dos moços – introvertidos ou descolados. Falo por experiência própria. Nessa hora, o sujeito deve dominar seus medos e receios e cair dentro. Claro que isso não acontece da noite para o dia, mas e daí? A graça fica justamente nas pequenas vitórias.

Para facilitar o processo, pesquisei aqui e ali (entre aventuras pessoais e papos com amigos e amigas) e me atrevo a formular os Dez Mandamentos do Tímido Engajado. Ei-los:

1. Não ficarás mudo: meu caro, mostre sua voz. Mulheres gostam de falar, mas também cansam e é nessa hora que você entra.

2. Não falarás demais: essa complementa a dica anterior. Fale, mas ouça em proporção dobrada. Mocinhas buscam caras atenciosos e isso quebra o seu galho perfeitamente.

3. Fugirás do rótulo de amigo: Bibi disse tudo. Se você quiser entrar numa de amiguinho, vai entrar pelo cano.
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Nov 22 2007

Manual do acanhado

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Por Biessa Diniz.

O primeiro passo de um relacionamento é conhecer a pessoa com quem você vai sair, e quem sabe namorar, casar e passar o resto dos seus dias. Além do que vi em comédias românticas de Hollywood, é muito difícil um casal se conhecer no metrô e rolar um beijo espontaneamente. Geralmente, alguém toma a iniciativa de chamar para sair e aí as coisas se desenrolam.

Mas para algumas pessoas é um tormento ter de seguir este protocolo. Ninguém tem mais o direito de ser tímido, de ficar na sua. Todos temos de estar preparados o tempo todo para a caça. Cansa! Com medo de perder a oportunidade, o que eu mais vejo aí são homens se jogando e usando de artifícios bem démodé para conquistar as moças que lhe interessam.

Mas antes que quem me lê pense em procurar ajuda terapêutica para sua timidez, confesso que, para mim, os quietinhos têm seu charme. Talvez pela aura de mistério, talvez porque é gostoso tomar a iniciativa às vezes – ou mesmo porque os opostos se atraem -, sempre preferi os tímidos. É uma coisa inconsciente, mas pode perguntar para os meus amigos: em qualquer reunião de cinco ou mais homens, é sempre o que não abre a boca o que me chama a atenção. Por que será?!

Se mesmo assim o respeitável rapaz quer livrar-se da falta de traquejo com o sexo oposto, aí vão algumas dicas. Eu não garanto trazer a pessoa amada em três dias, mas acho que podem ajudar.
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Nov 15 2007

O que se passa nessa cabecinha?

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Para quem não acompanhou semana passada, o CAIXA PRETA lançou a coluna Discutindo a Relação, uma série inédita, com a ajuda dos blog parceiros Surfista Platinado e Exterminadoras de Hélios. Como na primeira semana, foi a Bibi quem colocou a visão feminina, dessa vez, convoca-se o parceiro Douglas para mostrar a visão de macho. E qual a sua opinião, leitor? Fique à vontade para comentários… Palpite, sugira ou discorde. Boa Leitura!

coluna discutindo a relacao

Por Douglas Damasceno.

Pegando o gancho da Bibi, também cito uma música dos Raimundos. Aliás, você lembra dos Raimundos, leitor? Aquela banda de rock que foi uma das maiores dos anos 90? Aquela em que o Rodolfo, o vocalista, largou para virar crente? Lembrou, né? Pois é, os Raimundos nunca primaram pelas letras elaboradas, mas conseguiram sintetizar em um trechinho de canção um dos maiores questionamentos masculinos em relação ao universo feminino. Sendo bem preciso: “mas, eu não sei o que se passa nessa cabecinha”, em “Selim”. Tá certo que o contexto é um pouco diferente, mas a dúvida está lá. E é sobre o âmago da mente tchutchuca que eu vou me aventurar.

Putz, tema difícil para um estréia. Enfim…

Só um detalhe antes de continuar. Lembre-se, pequeno jedi, que não existe manual para as mulheres. O que pode ser feito para adiantar o nosso lado é o desenvolvimento do feeling. Sacou? Então vamos ao que interessa.

Mulheres são complexas, mas todas as complicações podem ser contornadas ou amenizadas através da praticidade masculina no trato diário. Aliás, essa objetividade faz parte da nossa natureza e é aplicada diariamente com tudo que nos cerca. Seja com a primeira-dama, com os amigos, com os colegas do trabalho, com o cachorro, com a família e por aí vai. Então, leitora, não esquente sua cabeça quando seu pretendente não perceber que você cortou dois milímetros da sua franja. Isso, definitivamente, não se encaixa no modus operandi de um homem. Para quê criar caso?

E quem disse que homem não cria caso também?

Sim, cria. E depois de anos de praia, me tornei bem pragmático. Para tal, tento aplicar pequenos macetes para minhas próprias reclamações Presta atenção, pois podem ser as suas também:
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