Jan 24 2008
O diabo veste bege

Uma das mais preciosas lições que aprendi com as mulheres é: “elas sempre estão no comando”. Anote isso, pequeno jedi, e guarde na carteira ou cole na porta do seu armário para que você nunca esqueça. Por mais que, vez ou outra, elas caiam de paixão por um homem, a vantagem é sempre feminina. Com toda essa dianteira, eu fico pasmo como elas ainda caem em armadilhas tão estúpidas. Detalhes insignificantes que apagam o fogo de qualquer garanhão e diminuem o maior dos tesões. Coisinhas mínimas. Coisinhas… beges.
Argh, bate na madeira! Como eu odeio o bege. Vade retro!
Pensa comigo, minha amiga leitora, você conhece um cara bacana. Ele consegue adjetivar substantivos compostos, opina bem na maioria dos assuntos, lhe dá atenção, é boa pinta, aparenta tomar banho com relativa freqüência e demonstra desejo pelo sexo oposto. “Esse é meu número”, pensa você. Eis que o galante pretendente chama você para um programa a dois. Você aceita e logo planeja a produção. Aí, eu me pergunto:
Na hora de montar o figurino, o que passa por sua cabecinha para escolher logo aquela maldita calcinha bege?
Minha querida, o sujeito pode lhe convidar para assistir uma missa do Padre Marcelo Rossi, mas você tem que estar precavida. Seja lá qual for a hora do dia ou da noite, escolha aquela pecinha preta. Se você quiser fazer uma graça, escolha a vermelha. Se você estiver muito otimista, não escolha nada. Vai com uma folha de parreira. Mas jamais cogite uma lingerie bege.
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