Atendendo a inúmeros pedidos de vocês leitores, o CP orgulhosamente apresenta a 2ª temporada da Coluna mais aguardada da semana: o D.R voltou! Assim, se você discordar, concordar ou for indiferente, expresse sua opinião nos comentários e nos ajude a fazer que essa segunda temporada seja ainda melhor que a primeira. Bom, honrarias à parte, a saga inaugural é um verdadeiro histórico sobre essa peculiaridade dos casais. O texto está ótimo, então aproveite e boa leitura!
Por Douglas Damasceno.
Ah, nada como discutir a relação de vez em quanto. Para começar a segunda temporada, vou pegar a parada pela raiz, isto é, verificar como a relação entre meninos e meninas é vista ao longo dos milênios.
Não, pequeno jedi, não é apenas com os olhos. Não seja estúpido. Eu me refiro à forma como as fêmeas idealizam os homens e vice-versa. Veja como essas concepções acabaram virando a mais pura cultura pop. Vou adiantar que a conclusão deste pensamento de mesa de bar tem a ver com o novo 007, mas vou começar pelo começo (bem pelo começo mesmo).
Era uma vez…
Lá pelos idos da Grécia Antiga, os semideuses de toga ou tanguinha eram retratados pelos escritores como caras sarados, invencíveis e pegadores. Zeus, o cacique, era o terror do Olimpo e ainda pulava a cerca entre as mortais. Nas festas de Baco, o Créu comia solto! Tirando uma ou outra deusa, a maioria das mulheres eram submissas e castradas. Diana, por exemplo, tinha os seus peguetes. Não é à toa que é a deusa caçadora.
Pulando séculos, chegamos ao Shakespeare. Seus heróis eram falhos, sofridos e cínicos – totalmente humanos. Tanto nas comédias quanto nas tragédias, eles eram apaixonadíssimos, devotos às suas musas e, quase sempre, falavam em rimas ricas. Viviam o amor de uma forma tão visceral que costumavam morrer por ele. Se a peste negra não tivesse dizimado a Europa, o Bardo teria cuidado de exterminar a população com uma epidemia mortal de dor-de-cotovelo. Seja lá como fosse, as histórias davam certo, pois não conheço um infeliz que nunca tenha ouvido falar de Romeu e Julieta.
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