13 Dec 2007
Festas de fim de ano e seus tipinhos típicos
Festas de fim de ano de empresa são uma verdadeira epopéia. Por meio delas, você percebe que diversos personagens estereotipados da sociedade trabalham do seu lado. Então, qual a melhor opção: ser você mesmo ou tentar transvestir-se de outrem? Bom, isso vocês saberão após a leitura do D.R. desta semana, na qual o sagaz Douglas faz relevantes ponderações. Então é isso. Juízo e divirta-se, afinal, “hoje a festa é sua, hoje a festa é nossa…”

Por Douglas Damasceno.
Bibi tem um olho clínico para situações. Já que ela passeou lindamente pelo cenário, vou focar nos astros do espetáculo: as pessoas. Sim, aqueles elementos que tomam umas e outras e tornam as festas mais animadas.
Tímidos ou atirados, as pessoas do trabalho são aquelas figurinhas que ocupam a maior parte do seu tempo. Em uma disputa direta, ganham da sua família, do amor da sua vida e dos seus amigos. Claro que nada impede que os colegas sejam promovidos a camaradas, mas aí são outros quinhentos. O curioso é que raras são as ocasiões que essa turma toda se reúne fora do contexto profissional. Tirando um aniversário aqui e ali ou um churrasco esporádico, as festas de fim de ano são clássicas para que role aquela interação pessoal e você descubra os nomes do careca da baia dois, da gostosinha da contabilidade ou do estagiário fortinho do marketing. Nessa hora, parceiro, a máscara cai.
Como sou debochado, comecei a montar personagens para o jeitão com que os colegas de trabalho se portam durante essas festas. Vamos começar pela simpática. Geralmente do sexo feminino, a simpática mal fala com você durante o ano todo, mas na confraternização é toda amigona. Pergunta sobre sua família, sobre cinema, fala de futebol e quase sempre troca o seu nome. Não chega a ser pentelha, pois essa já é função do comediante.
O comediante conta piadas e gargalha quando acaba. Você ainda está esperando a conclusão e o cara está quase rolando de rir. O desgraçado ainda tem o despautério de perguntar se você entendeu. Só ature o comediante se ele for o chefe ou se estiver com paciência em dia. O mesmo vale para o sem-noção. Cientificamente classificado como joselitus-babakas-rex, esse prego faz piadas de péssimo gosto, brinca com quem não deve, aproveita para cantar as colegas de trabalho que nunca lhe deram bola e presenteia seu amigo oculto com um par de meias. Isso quando não inventa de dar o DVD pornô da Gretchen.
Fugindo do tipo amistoso encontra-se o resmungão. Quando você pergunta como ele está, o desgraçado cita duzentos males, reclama do tempo e torce para que o ano novo seja melhor, pois esse foi um caos. Fuja do resmungão como o diabo foge da cruz. Evite também o hipócrita, esse indivíduo costuma descascar os companheiros de batente, mas durante o rega-bofe de fim de ano, ele nega e faz o tipo amigo do peito, irmão camarada. Ao contrário da simpática, o hipócrita busca uma oportunidade de fazer aliados para apoiar suas táticas maquiavélicas ou levar a culpa por ele. O hipócrita é o típico vilão de novela.
A revelação é o show do evento. Pessoa tímida e reservada durante o ano inteiro, bastam duas taças de prosseco para que ela se revele. O sangue sobe, os hormônios funcionam e a revelação tem atitudes das mais variadas. Pode subir na mesa e cantar “Besame Mucho”, dançar que nem o Michael Jackson, espinafrar o hipócrita na frente de todo mundo ou confessar que tem uma tara de dar uma rapidinha no almoxarifado. Fica melhor quando tenta cumprir essa tara. Normalmente, a revelação é presa fácil para o galã. Cheio de conversa mole, esse malandro chega de mansinho, cercando, sondando e esperando um vacilo da presa para dar o bote. O galã faz sucesso com muitas, mas se enrola e acaba voltando para casa sem nenhuma.
E ainda tem a safada, que dá mole para os comprometidos; o mal-humorado, que acha a festa um saco; o chefe, que está sempre certo; o puxa-saco, que está sempre perto do chefe; o bebum, que aproveita a oportunidade para encher a lata e dar vexame; e o grudento, aquele que não sabe o que fazer e cola em alguém.
Ah, os colegas de trabalho. Só mesmo nessa época no ano para descobrir que o “careca da baia” dois se chama Genival, a “gostosinha da contabilidade” atende por Suellen e o “estagiário fortinho” é conhecido por estagiário fortinho mesmo. Essa galera costuma comer o pão que o diabo amassou e só tem nome para seus chefes.
Publicado por administrador at 10:16 em D.R.



Não me encaixei em nenhum dos grupos, ainda bem. Acho que sou aquela que observa tudo para fofocar no dia seguinte. rs
Beijinho!
Oi Biessa,
Se encaixa sim, voce eh a ‘fofoqueira’…..rs
Beijo
como disse o post abaixo,cade o tipo CHATO????
sempre tem
Não existe ambiente de trabalho sem a figura do picareta! sao coisas intrinsecas.
BIESSA, se você não se encaixa em nenhum dos indicados, você é a debochada.
SERGIO PERILLO, é você quem está dizendo.
TEO, lembrei do chato, mas o verbete é muito extenso. Preferi dividi-lo entre sem-noção, comediante, resmungão, grudento e por aí vai.
LUISA, pois é, o picareta existe, mas fica na encolha nas festas de fim de ano. Aliás, estamos falando do mesmo indivíduo. Comente mais.
Obrigado a todos pelos olhos atentos e comentários espertos.
o sem-noçao é o melhor. El joselito!!!
faltou o “favelado”
parabens pelo texto!
E vc Surfista, se encaixa em qual personagem?
MÁRCIA, sou o debochado-desocupado. Aquele que fica inventando essas coisas para escrever depois.
Esses tipinhos são realmente complicados e necessários.
Sem eles, os “normais” não teriam como se divertir nesse mal necessário que são as Festas Corporativas.
Bom texto Surfista.
Abs.
O Noivo
O mais nojento de todos é, com certeza, o puxa-saco, pois ele não se revela só nas festas, mas o ano inteiro. Na minha empresa tem um que é demais além da conta…
eu nao