25 Set 2009

D.R - MODOS DE MACHO

“Ôôôô, está de volta o Zé Mayer Matador!” Crianças, esse é o cara! Novela para ele é micareta!

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Por Xico Sá.

E da costela mineira de José Mayer Deus tenta refazer o macho de raiz, o marmanjo roots, aquele bípede catalogado como perdido ou em processo de extinção, amém. Não está sendo fácil, mas é uma boa e derradeira aposta do Criador, que anda mesmo desgostoso com flexibilidade da macheza e do caráter da sua pioneira criatura.

Vox populi, vox Dei. Sim, a voz do povo é a voz de Deus. Foi preciso o clamor das ruas (de corpo presente e de missas virtuais) para que fosse tomada a providência divina logo ao segundo capítulo da novela na qual o galã de Jaraguaçu atua.

Bem antes do fuzuê internético, com direito à campanha no microblog Twitter, o Zubreu, sábio moço de Sete Lagoas que come BH pelas beiradas, alertara este lesado cronista, durante uma galinha à cabidela na Serra do Rola Moça: “A salvação da espécie está no Zé Mayer, anota o que estou te dizendo.”

Zubreu não argumentava por folclore ou escárnio. Tampouco era uma tentativa de fazer do seu ídolo um Chuck Norris brasileiro. Era simplesmente um discurso pela redenção do macho no seu modelo original de fábrica, um dos assuntos da nossa távola.

Nostalgia da macheza

O clamor em torno do tiozão revela uma certa nostalgia da macheza. Arrisco a mínima moral do boteco. Para as meninas de todas as idades, o cara é uma resposta aos vacilos e ao medinho do homem atual sem pegada, na espreita, confuso “eu tô cafuso”, como diria o velho Didi Mocó.

A maioria dos meninos que faz a divertida “ola” mexicana e mayerística é filha de pais mais sensíveis (nem por isso menos homens!) mas não deixa também de comungar com essa maré nostálgica. O galã de Jaraguaçu, Minas, os encoraja, creio, a serem determinados nas caçadas mais primitivas.

Toda essa minha lenga-lenga tipo David Cooperfield, queridos sobrinhos, não passa de freudianismo engarrafado, psicanálise de botequim, mas vão por mim, o Mayer é do ramo e Deus há de conseguir restaurar o seu Adão a partir desta costela.

Do contrário, para conhecer o que foi o macho na história, teremos que exumar mesmo o camarada Humphrey Bogart.

Modinhas de fêmea

A amiga Nadir, leitora fiel desta tribuna de lirismo e testosterona, me manda a sua modinha provocativa de uma lanhouse de Iguatu, sertão cearense, de responsa: “A coisa anda tão severa, seu Xico, que as escolas estão fazendo excursão para o Museu do Homem do Nordeste, da Fundação Joaquim Nabuco, lá no Recife (única forma das novas gerações lembrarem o que foi um macho de verdade).

Não exagera, Nadir, mas valeu pela fuleiragem social clube. Macho, tô fora.

Beijo e até a próxima.

Publicado por Bruno Resque at 13:07 em D.R.

6 Responses to “D.R - MODOS DE MACHO”

  1. Nandaon 25 Set 2009 at 14:19

    Parabéns pelo blog!

  2. 3rickon 27 Set 2009 at 10:22

    Caramba,a situação tá feia mesmo pro nosso lado,homens sem essência de macho e sensibilidade aguçada num dá pow,agora quanto a visita ao museu do homem do nordeste achei hilária,só pra constar sou de recife, então já me coloco como um autêntico macho do nordeste.

  3. Belaon 27 Set 2009 at 17:03

    Podem até ter essa “sensibilidade aguçada”… mas não fazem a menor questão de mostar! A capacidade de demostração só vem com a maturidade. Nos homens mais joves, essa capacidade é mascarada pela necessidade de demostar “indiferença” por motivos dos mais varidaos possíveis! Vái entender…

    Esse mundo masculino que vcs postam aqui no blog só existe no mundo interior mostrado p vcs próprios!

  4. Rafaelaon 28 Set 2009 at 13:13

    Incrível esse blog! Muito boa essa abordagem! Adoro vocês!

  5. Nectarinaon 29 Set 2009 at 14:46

    Que visão ultrapassada!

  6. vitor marqueson 15 Out 2009 at 19:35

    que visão ultrapassada 2

    Web Portal Dc

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