Bye bye Londres. Não ja fomos, mais lá as festas, as cores, os ruídos manteem-se. As pessoas parecem sonâmbulas nas tardias raves, os tons das suas festes estão embriagados de tanta intensidade. A corrente que nasceu na década dos 80 reaparece, num neo-rave retomando as cores primárias – o amarelo, o cien e o magenta – e as cores secundárias – o verde relva, o cor-de-laranja e o roxo. Além destas cores “relembradas” chegam até nós nesta estação, toda uma panóplia de tons que deixam de sê-lo para serem cores únicas, precisas e intensas.
Segundo alguns, o verão de 1988, que troce a explosão do acid-house no Reino Unido, foi tão intenso e importante que o Verão do Amor de São Francisco duas décadas antes. Após do movimento punk, chega a onda das raves em pseudo-casas, no meio do mato, decoradas com coloridos panos, onde o principal acaba por ser o desfrutar de um qualquer alucinógenio. Deixaram-se os protestos para trás e uma celebração excessiva chega até aos jovens do início dos anos 1990.
O fenómeno eclodiu devido aos britânicos Klaxons, Shitdisco e Simian Mobile Disco, aos germânicos Digitalismo, aos canadianos MSTRKRT, aos franceses Justice e Sebastian ou aos australianos The Presets e Van She, todos eles grupos de música que reivindicam o desfruto da música, sempre ao mais alto nível, misturando a atitude rock e as programações electrónicas.
A nova maneira de estar alastrou-se à roupa e à maquilhagem e todos querem reviver os Smileys, os amarelos canários, os fluorescentes, vejam o estilista grego Bearsta. Não só as cores opacas mas também os tons metálicos e os materiais com brilho, como o verniz, o cabedal ou o cetim de seda. O transe minimal, o progressivo ou qualquer sonoridade electrónica é vivida nas passerelles e transposta para o vestuário urbano. Quando o som acid-house, oriundo dos Estados Unidos, chegou à Europa, no final dos anos 80, deixou de ser mera música para se transformar na primeira forma de cultura massiva nascida nas pistas de dança.